The Witcher: O Sangue dos Elfos

em 25 de novembro de 2019



Faltando pouco menos de um mês para a estreia da adaptação da série The Witcher pelo serviço de streaming Netflix, lá vamos nós com mais uma resenha da saga do bruxo Geralt de Rívia, que estou lendo pela segunda vez para trazer como conteúdo aqui no Blog. O terceiro volume da saga nos revela algumas surpresas e o desenrolar de acontecimentos envolvendo o cenário pós-guerra desse universo.

Logo de início, é notável que o autor optou por mudar o estilo de narrativa, deixando o formato de contos de lado e aderindo a narrativa linear. As passagens de tempo entre um capítulo e outro são consideráveis, compreensíveis, além das mudanças constantes de pontos de vista, que busca mostrar as situações que cada um dos personagens apresentados nos dois primeiros livros como Jaskier, Ciri, Geralt e Yennefer estão enfrentando. E claro, introduzir ao leitor uma nova personagem, a tão mencionada Triss Merigold, a alegre feiticeira de cabelos cor de castanhas que chega para fazer a sua primeira aparição na saga. 


SINOPSE

'' Para se tornar bruxo, é preciso ter nascido sob a sombra do destino, e não são muito os que nascem nessas condições. É por isso que somos tão poucos. Envelhecemos, morremos e não temos a quem transmitir nosso conhecimento e nossas aptidões. Faltam-nos substitutos, e este mundo está cheio do Mal, que apenas espera que sumamos de vez.''

Geralt de Rívia. 

Geralt de Rívia é um bruxo sagaz e habilidoso. Um assassino impiedoso e de sangue-frio treinado, desde a infância, para caçar e eliminar monstros. O irônico, cínico e descrente Geralt de Rívia perambula de povoado em povoado oferecendo seus serviços. Em seu caminho vai driblar intrigas, escolher o mal menor, negociar preços, alcançar o confim do mundo e realizar seu último desejo: assim começam as aventuras do bruxo Geralt de Rívia.




Desde os eventos de A Espada do Destino, cerca de um ano se passou e até onde vão os boatos, Geralt está desaparecido. Logo após a invasão de Nilfgaard em Cintra, a guerra cessou após uma trégua duvidosa, mas novas ameaças representam um grande risco para o rompimento do cessar fogo a qualquer momento. Enquanto isso, Os Esquilos – elfos rebeldes – parecem estar sendo apoiados pelos possíveis invasores e literalmente tocam o terror durante as noites dos Reinos do norte, sendo temidos pelos cidadãos e manchando o quanto podem cidades com sangue. 

Entretanto, paralelo a esse ritmo irregular está uma parte muito empolgante, a apresentação dos bruxos de Kaer Morhen, sua rotina, um pequeno vislumbre do passado de Geralt e novos personagens que serão cruciais para os próximos livros também são introduzidos de uma forma bastante interessante. Nessa terceira parte, é dado o início a construção da ligação que está sendo desenvolvida entre Geralt e Ciri, baseado nos contos que mencionam a lei da surpresa e o tão temido destino de Geralt durante o encontro com as dríades em A Espada do Destino. Além de como o impacto do destino refletirá nos próximos livros e na vida dos personagens envolvidos. 

Foi uma leitura executada de modo lento, com clima de conspirações, estratégias, tensão e expectativas. O ponto chave está no cenário político, na apresentação de líderes envolvidos até os dentes numa luta pela conquista de poder e expansão, nas conspirações que se desenrolam nas sombras da guerra. Então, se quer uma boa dica, é melhor ler com bastante atenção e guardar alguns acontecimentos na memória para as próximas leituras, já que o que nos aguarda em Tempo do Desprezo  – quarto volume da saga, é bem mais intenso.

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